Como tratar o amor? Uma pergunta bem inquietante para mim, conversando muito durante três semanas e analisando a minha vida verifico que algumas coisas deviam ser ajustadas e outras reajustadas, como ideologias. As ideologias que remotam minha vida que na maioria das vezes criadas por mim mesmo, para uma proteção exacerbada de medo atual para frustração futura. Como entender o porquê do nome "futuro do pretérito"? e o como seria um pretérito mais que perfeito? Aquele que lembramos com saudade do vivido? Isso são coisas complicadas para eu que acostumado a trabalhar com números, tento aventurar-me pelas letras. Existe um pensamento que sempre me inquietou e nessa semana, o mesmo retomou os pensamentos por uma conversa sem explicação que surgiu como o universo [ do nada ], as ideologias de minha vida não atrapalharam um vida diferente dessa que vivo hoje em dia? Se eu pudesse viver em dimensões paralelas, alí eu veria como tudo poderia ser diferente, mas como não posso me contento com o que tenho, pois sou "[...] Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica. Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo. [...]" (PESSOA, FERNANDO )
E volto a pergunta, "como tratar o amor?" Com isso, venho rememorar algumas escolas literárias em um quesito básico que aparece com Gonçalves de Magalhães na Introdução da obra inicial do Romantismo " Suspiros Poéticos e Saudades", o ideal da regra... quais são as regras? que regras existem para amar? G. Magalhães entendia que a maior regra do romantismo era a não existência de regras, e assim minha alma numérica aparece e diz que o mais difícil de definir são os chamados na ciência dos cálculos como "entes primitivos", o ponto [ básico como o amor ], qual é a definição do mesmo? e a resposta é clara, objetiva e segura... a definição de ponto é que ele não tem definição. Qual são as regras do amor? Complicado, muito complicado. Se não tiver regra, o amor pode ser tratado como qualquer outro sentimento, sem um grau de hierarquia, e entendo que o mundo já está fazendo isso sem precisar de muito conhecimento literário para o realizar. Se formos para o Realismo/ Parnasianismo verificaremos que a regra se faz presente, mas se tem regra como deixar o sentimento ser livre para viver? Complicado, muito complicado. Assim, minha cabeça vai a mail por hora sem parar. " Se se morre de amor! – Não, não se morre, [...] mas se, "[...] Isso é amor, e desse amor se morre!" (DIAS, GONÇALVES)
Estou quase a acreditar que o amor enlouquece o homem, e não adianta tentar como Ismália ruflar suas asas, pois alma sobe mas o corpo desce, já afirmava Alphonsus, e nem as asas de versos "orgulhosos" (de orgulho) que fazem a todos sentir inveja da princesa que poderia ser a própria Ismália, mas não era... Acho que esse ainda será o dilema de uma humanidade que a cada dia é mais sozinha... Amor deve ter regra? Sim ou Não? e ainda tem quem diz: "Se tu me amas, ama-me baixinho [...]" (QUINTANA, MÁRIO) Estou a pensar que eu mesmo sou uma regra... e não possuo exceção!!!