Deposito de meus sentimentos, pensamentos, loucuras e principalmente conviccao de minha insanidade.
14.7.10
Dedicatoria ao Aniversariante...
12 de abril de 1999
Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.
Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos.
Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo contruído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos.
Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.
Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.
Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.
Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu.
Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon.
Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado.
Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.
Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.
11.7.10
Primeira Pessoa no Modo Indicativo - Pensamentos de 2006
24.6.10
Besteiras de Ventilador - Pensamentos de 2006
que soh uma alma humana pode saber
preciso de um coracao
um coracao que corra a 100, 200 km/h
que saiba a diferenca entre perdao e desculpa
de paixao e amor
que não confunda um sim com um não
que saiba que ha mais razao no coracao que emocao na mente
e que sua mente seja a mais revolucionaria
e seu coracao o mais reacocionario
que consiga liberar de forma divina a expressao maxima da palavra eros
que o agape do Deus de Abraao
seja a essencia de sua vida
que sua voz seja como a de uma brisa nos meu ouvidos
que transporte na sua boca o mel de ambrosia
que o maná seja meu alimento
que no sol do deserto seja ele minha nuvem de proteção
e no frio noturno do deserto ele seja o turbilhao de fogo que me aquece
e que não seja falso com seus sentimentos
pois o sentimento é puro e a vida é essencial.
22.6.10
Nota
Obs: Já existe um Novo Post sobre O Ritual
Insanidades Ainda conseguindo ter Controle
21.6.10
As Cinco Linhagens
19.6.10
INSANIDADES AINDA CONTROLADA [1]
4.6.10
Sem ponto Final [2]
4.5.10
10.3.10
Data Marcante...
6.3.10
Sem ponto final... I
4.3.10
Na sua Estante
29.10.09
Poética
15.10.09
Esperança por Márcio Valadão
Muitas vezes a nossa vida se compara a de uma árvore. Assim, como a árvore, nós também vivemos diferentes estações. Não há como fugir delas. O inverno talvez seja a estação mais triste. As folhas começam a murchar até caírem completamente. As flores já não existem mais, os frutos desapareceram. O que resta, para quem observa a pobre árvore, são galhos retorcidos que, uma vez expostos, revelam as imperfeições antes escondidas pela beleza superficial. Mas não devemos nos enganar: aquilo que parece estar matando a árvore na verdade é essencial para sua sobrevivência. Ainda que o inverno esteja rigoroso, seco, sem cor ou perfume, a árvore não está morta. A vida ainda está dentro dela. As forças, antes usadas para embelezar a árvore, agora são gastas para fazê-la crescer, onde ninguém vê, aprofundando suas raízes. Dizem ainda que em muitos lugares onde não há inverno as árvores não produzem frutos.
E assim também acontece conosco. Muitas vezes Deus nos guia até o deserto para ali nos revelar o nosso próprio coração [ Dt 8:2]. Toda beleza superficial desaparece e passamos a enxergar as nossas próprias falhas e limitações. Nossa justiça própria se revela com um “trapo de imundice” [ Is 64.6] e nós murchamos como as folhas de uma árvore que seca. As circunstâncias que não podemos mudar e os sonhos que parecem não se realizar nos levam a um estado de desconsolo e desesperança semelhante ao de uma árvore no inverno, adoecendo o nosso coração [ Pv. 13.12].
Muitos se perdem exatamente aí, no inverno de suas vidas. Mas, em vez disso, podemos nos render ao processo divino de fazer morrer o que é superficial e ganhar vida no interior. São mudanças de valores que fazem parte do nosso crescimento espiritual. O inverno pé uma oportunidade de conhecermos a nós mesmos e de sermos transformados á medida em que conhecemos a deus intimamente. É no inverno da alma que podemos aprender a dependência total para com o Senhor e a desfrutar o descanso em sua soberana vontade. É na morte do ‘eu’ que renascemos para uma nova vida: aquela que Deus tem para nós. É na falência de nossas próprias tentativas que passamos a experimentar o braço do Senhor agindo em nosso lugar. É quando não podemos mais seguir adiante que Deus nos carrega em Seu colo paterno e, então, podemos chegar onde devemos ir. É na nossa limitação eu experimentamos o poder de Deus se aperfeiçoando em nossa fraqueza. É assim, que trocamos os trapos da nossa justiça própria pela obra perfeita e graciosa de Cristo na cruz.
Durante o inverno, podemos simplesmente nos render e adorar. É verdade que ás vezes nos debatemos, mas quando enfim nos rendemos, entramos como que em um estado de hibernação, onde “dormimos” interiormente.
Nossos sonhos, projetos, as promessas de Deus para nós parecem estar em um “estado de espera”. E realmente estão, elas não morreriam. As palavras de vida, proclamadas por Deus a nosso respeito, estão dentro de nós, aguardando o tempo oportuno. São promessas do Senhor para o nosso casamento, para nossos filhos, para nossos ministérios. E enquanto descansamos no Senhor, Ele trabalha para cumprir casa uma de suas palavras.
Durante o inverno tudo o que podemos fazer é esperar, é ter a esperança da próxima estação. E quando a primavera chegar, aquela pobre e sofrida árvore sofrerá uma maior transformação! As águas irão regá-la novamente e ela voltará a dar flores, frutos e suas folhas verdes serão mais bonitas do que nunca! Creia: a primavera vai chegar! E aquilo que você tanto espera deixará de ser esperança, pois você tocará as flores, comerá os frutos e viverá o cumprimento das promessas! Assim como a noite escura passa e a alegria vem com o amanhecer, em breve a luz do Senhor vai acender o seu coração adormecido.